Pés covardes…
31 de outubro de 2006

Três dias sem postar nada, minha vida voou com as sandálias aladas de Hermes, meu filho nasceu, e parece sempre que a felicidade vai sair pelos poros, ele é lindo (mãe coruja,eu?), tão pequeno, tão indefeso, tão senhor de si e controlador da situação…
Ele sabe dominar o momento, roubar a cena, eu e a mãe dele (a biológica) estamos extasiadas, bobas até, ele tornou-se dono de nós, assustador o poder que ele exerce… Eu e a mãe dele, uma grande amiga, uma velha e eterna amiga, estamos meio bêbadas da presença dele.
Consegui o segundo lugar no concurso, apresentei, não saí correndo, as pernas criaram raízes por fim, estou em paz com a minha alma de artista, deixo agora que ela cresça tranqüila e calmamente, no seu próprio tempo. Exercício de cidadania (com voto obrigatório????), vergonha no íntimo, uma ponta de revolta, cadê os valores? Cadê a moral? Mesma história, mais quatro anos, vejamos onde vai dar…
Compras no shopping, depois de uma viagem que ficou no caminho, medo da companhia, medo de mim ao lado da companhia, medo de ficar longe de mim, ali tão perto dele. Não fui, fiquei pela cidade mesmo, dentro de minha cidade, aqui dentro de mim. Minha estima e luxúria precisam ser acarinhadas de vez em quando, quem não precisa? Então, compras!!!
Fui recepcioná-lo de volta, com chocolates para adoçar a boca e a vida, ele amargou minha boca com seu beijo, e inquietou minha alma, já inquieta por natureza, com um pedido de namoro feito no meio de palavras dispersas e nervosas que saíam de minha boca, parecia um jovem enamorado se declarando para a amada namoradinha da casa ao lado, ambos jovens, ambos apaixonados, ambos com coragem para enfrentar o mundo. Mas não temos essa coragem, não temos a leveza, e ele jamais se apaixonou por mim…O porque do pedido? Medo de perder o que os outros querem ganhar, sou uma bela oportunidade, é isso!!!
Ainda não respondi, não sei se tenho vontade de deixar a pouca quietude que conquistei por uma coisa incerta, feita meio aos trancos e barrancos, tenho medo, sou mulher e preciso saber onde estou pisando, meus pés são rápidos e ariscos. São velozes como as sandálias aladas de Hermes, mas tenho pés medrosos, que clamam por terra firme.
Tenho pés covardes…


Comentário por yarinha — 1 de novembro de 2006 (0:06)
Amiga seu blog está muito poetico… bom eu jah divia imaginar…ateh pra contar coisas do dia-a-dia vc consegue tar seu toque de beleza… tah maravilhoso.. quem sabe assim.. um dia eu consuiga ser como vc ???
heheheh axo q naum…me atropelo nas palavras.. elas teimam em desordenar…mas…
eu amo vc!!!!! bjinhosss