Com raiva, eu?
9 de novembro de 2006
Bom, ainda não são oito horas da manhã e meu dia ruim já deu o ar da graça, brigas em casa, um acampamento que não vai mais acontecer, minha cabeça dando sinal de loucura, estou a um passo do surto…
Meu trabalho não é exatamente o que pedi pra minha Deusa, trabalho muito, ganho pouco, tenho aspirações maiores, mas preciso me manter nesse pelo menos por mais uns três meses, sabe ninho de cobra criada? É assim, cada qual destilando seu veneno.
Pra passar o tempo, o dia de hoje arrasta-se ao som de Djavan e dos Rolling Stones, pra salvar minha centelha divina, Neruda, por que ninguém é de ferro, e eu sou feita quase que 57% de poesia, o resto fica para a incerteza, para a pressa, para a melancolia, algo para as paixões e os amores, uma pequena parte para a solidão, que não gosta muito de excessos.
Quase dez horas, sutil melhora de humor, dei uma passado nos blogs que estão na minha lista de favoritos, o da minina, o da Taty (que não posta faz um bom tempo, adoro os textos dela), o do Aliado (estou pegando sua mania, Nilton, meus dias estão sendo divididos em partes de tempo: manhã sonolenta esgueirando-se debaixo da janela, tarde longe, interminável como o horizonte, sempre milhas à frente e noites de guerra, contra mim, contra todos), são pessoas que por algum motivo fazem parte de minhas horas.
O blog têm sido um desabafo, um lugar pra gritar, salvando a garganta do que teima em se prender nela, coisa estranha, escrever pra milhares de pessoas por não conseguir falar com nenhuma sobre o que ando sentindo!
Hoje gostando mais de mim, comprei briga com um colega de trabalho, pra me defender, dá pra acreditar? Bati boca, logo eu, sempre tão calma, sempre tão leve, estou meio farta de tudo, querendo que meio mundo vá pelos ares.
Meu dia caminha vagarosamente, com longas horas, com uma raiva descomunal, com um peso ao qual eu não estou habituada, não sei como utilizar a energia de minha raiva em algo criativo.
A noite ontem foi boa, dentro dos limites da possibilidade, prova, pé sujo, passos, passos, passos, carinho de amiga e resistência, não fiquei com ele, mantive distância segura entre a boca dele e a perdição da minha alma no dia seguinte…
No dia de hoje estou insuportavelmente dedicada a mim, não vou aturar a falsidade, não vou baixar a cabeça, não vou escutar calada, nem me desdobrar pra preencher expectativas. No dia de hoje me defendo como onça protegendo filhote, como Heitor defendendo Tróia, como eu devia me defender sempre.
- E não é que eu consegui utilizar raiva em combustível?
- E não é que o gostinho ácido me agrada?
- Com raiva, eu?
- “Eu sou o rei do mar da minha cidade natal”.
*Aliado, hoje mais apaixonada por mim, estou aprendendo, obrigado.


Comentário por Aliadopoars — 9 de novembro de 2006 (17:51)
Pois olha, vivente, e não é que por estar mais apaixonada por si mesma no dia de hoje seu texto se tornou mais leve, mais fluente e divertido, emsmo qu vc tenha chutado o balde, no meio do caminho? Faça isso mesmo, apaixone-se pela Sofia!!! E defenda-se, sempre, da melhor maneira que há: sendo inteiramente honesta consigo mesma.
Bjos aliados.
Comentário por Design — 10 de novembro de 2006 (0:21)
Carambá…parabéns vc ta tomando a decisão certa, já fazem uns dias que vc ñ fala de uma certa pessoa no seu blog|Bjinhos
Comentário por Taty — 11 de novembro de 2006 (13:27)
Olá querida leitora, e das minhas favoritas escritoras neste mundo virtual!
Acontece que sou a mulher em milhares, lavo, passo, enxaguo, enxugo, sofro, como pipocas, leio, trabalho, faço muitos freenlas, e num dos útlimos recebi mais de 500 imagens!!! com vÃrus, buaaaaaaaaaaaaaaaaaa, meu pc só voltou ao normal hoje!
Mas postarei no momento que menos esperar!
Beijinhos.