Metendo o dedo…
10 de novembro de 2006
Estou pensativa no dia de hoje, e quando é que não estou? Momento voltado apenas pra mim e para minha condição humana.
Li o Nilton hoje cedo, falando sobre ciúme, algo que me dá arrepios! Nunca gostei de chiclete pisado enquanto caminhava para o nada, não suporto a idéia de ser limitada por alguém, pior ainda, por alguém que afirme me amar.
Ô humanidade cabeça-dura, quem foi que disse que é preciso sufocar o outro, cercá-lo por todos os lados, destruir sua individualidade e sua vida para estar junto a ele, quem foi?
Será que é tão difícil compreender que amar é soltar, libertar das amarras para que o outro caminhe sozinho, com suas próprias pernas, respeitar a vida do outro, seu espaço, seu ar pra respirar? Ô dificuldade…
Pobre homem limitado, busca a liberdade, sonha com ela, idealiza…Mas tem tanto medo. Pensa que ao soltar, perde, e que ao aprisionar, mantém. *
Para fugir de mim, hoje meto o dedo na ferida alheia.
Meu caro Aliado,
*Pra meter o dedo nas minhas feridas…
Hoje tranqüila, tranqüilidade inquieta, mas calma, passei por uma situação embaraçosa ontem, com uma amiga que amo muito, não vou entrar em detalhes, mas fiquei muito constrangida.
Provas e trabalhos para a próxima semana, o que significa cabeça ocupada nesse fim de semana.
Show hoje, e de novo, nada que eu goste, vou ver se a cabeça espairece, difícil… Companhia? Eu, ele, e um amigo em comum, receio, receio, receios… Que fazer? Não dá pra fugir o resto da vida, né?
Outra discussão no trabalho, com outro colega, com quem já me envolvi, acho que ele ainda não digeriu o fim do que nem começamos.
Ando nervosa, feito onça, a paixão por mim custa caro aos outros, mas se for preciso eu pego minhas estrelas, ponho na cesta e vou brilhar em outra freguesia.
Sou inconstante, instável (ao menos não sou monótona!). Eterno andarilho, sempre pelas pedras, sempre descalça… Meus caminhos nunca tem chegada e eu nunca tenho um ponto final. Sorte pra mim, e para meus espaços em branco…
*Eli, você ainda se lembra do gosto doce de nossas noites de conversa, depois de muita tapioca? Saudades, pra variar…
** Terminei de ler “Noites Brancas”, do Dostoievski, estou no segundo ato de “A Dama das Camélias”, semana proveitosa…


Comentário por Aliadopoars — 10 de novembro de 2006 (19:06)
Muitas vezes é preciso seguir o caminho mais difÃcil, para ser aquilo que não somos. O caminho menos percorrido pode fazer toda a diferença. Usando uma frase feita, porque de algumas eu gosto, estou com vc, “prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”. O principal problema de nós, não-ciumentos, é que a filosofia de “ser e deixar ser” é pesada demais para a insustentável leveza da Humanidade. Deveria ser tão leve quanto, mas infelizmente não há solução.
Comentário por luan — 12 de novembro de 2006 (20:02)
maquina de poesias vc eh linda maravilhosa eu te amo mtooo uma grande amiga perfeita…te amooo