Entre meus rins…

As coisas continuam… e continuam sempre.

Fiandeira…

23 de novembro de 2006

Hoje choveu os meses sem chuva, o calor dos dias de minha cidade, eu costumava fazer tudo para tomar banho de chuva, até de granizo, pra ficar com marcas roxas na pele.

Quando estava mal, e chovia, eu pensava que a Deusa chorava minhas dores comigo, que ficava enfurecida com minha tristeza.

 Agora sei que ninguém perde tempo chorando dores que não são suas, embora eu ainda faça isso com algumas pessoas, a Deusa talvez, os homens não. Fomos fadados ao egoísmo, falo com simplicidade de quem assiste na penumbra o Teatro Humano.

Não serei eu quem vai arrastar as correntes, não é necessário, cada pessoa deve bastar e cuidar de si (acesso de egoísmo!), sentimento de amor próprio no corpo.Taty, aprendo devagar, no meu ritmo, mas aprendo.

Bom, tenho passado por horas difíceis (Você sabe, Nilton…), mas tenho passado por elas de maneira leve, minha amada leveza, sei de passos que devo dar num futuro próximo, e não tenho medo, são coisas por mim, para mim, preparo meus pés descalços para o caminho.

Desando o mundo, mas não deixo turvar minha transparência, minhas águas correm tranqüilas, serenas.

Sou pau pra toda obra: amiga, filha (quando me deixam ser…), namorada, ex-namorada, sou o perdão no minuto derradeiro, sou a mão do carrasco, sou amante, mulher, leve, implacável. E não vou soltar minha mão para cair no abismo, agarro-me às pedras, então.

Fui nomeada presente no dia de hoje, se estou feliz? A mim já não faz tanto diferença, sofri os dissabores do amor, mas sigo meu caminho em paz, nômade, eternamente sem chegada.

 Deixo fluir, deixo que os sentimentos se acalmem, deixo que cada um tome seu lugar na dança das cadeiras de minha vida, um ficará sem lugar, é certo. No mais tudo segue sua normalidade…

Bem, obrigada. Um celular desligado pra não correr o risco de dizer sim, amigas pra me defender de mim mesma, se necessário, uma serenidade que volta de viagem, melancolia pra horas vagas.

Nilton…Não importa o tamanho da alma, ela tem apenas o que merece ter. Teçamos então nosso próprio destino, eu já comecei a tecer meus fios de eternidade.

 E minhas mãos trabalham incansavelmente neste trabalho, tecendo meus fios de dias melhores…

Arquivado em: Sem categoria I

Nenhum Comentário »

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário

Feed RSS dos comentários deste post. URL de TrackBack

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://entremeusrins.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.