Eu, barroca…
28 de novembro de 2006
Buenas…
Confissões que tenho a fazer: Realmente, o que digo e o que faço não seguem a mesma linha. Sou contraditória, não entro em acordos, sou filha da inconstância.
Barroca, sou eterno conflito, minhas palavras afirmam, minhas ações desmentem… Sou opostos, que nunca se atraem, linhas paralelas, minhas partes brigam entre si pelas rédeas da situação. E assim vou levando.
Enquanto brinco de malabarista, minha vida segue…
Minhas partes não concordam, fato. Aprendi a viver e conviver com elas. Exponho minhas verdades em barraca de feira…
Ontem eu e ele conversamos durante a volta pra casa, antes disso euforia por parte dele, cabeça longe e preocupada pela parte que me cabia, tentei (e lá se vai mais uma tentativa pro lixo…) dizer-lhe o que penso sobre nós, e além de incompreendida fui acusada de não casar minhas palavras e minhas ações (verdade!), ele também não concilia vontades e ações, fazer o quê?
O fato de eu estar apaixonada não significa que desejo estar ao lado dele, não vejo necessidade, não preciso ser namorada dele pra ser feliz, no fim de todos os meus papéis resta sempre o de amiga no final da peça.
Pra mim tão pouco importa.
Será isso apenas costume e familiaridade com o gosto na boca?
Não sei, queria respostas concretas, mas elas se desfazem feito fumaça quando espalmo as mãos.
Sei apenas que quero vê-lo bem, ele é uma coisa muito bonita quando está desarrumado, quando seus cabelos desalinhados procuram abrigo e compreensão ele é a coisa mais bonita do mundo.
No sábado pedi para que não me deixasse sair da vida dele dessa maneira, mas começo a achar que eu é que estou guardando-o numa sensação doce de paz.
* Meu querido Nilton, obrigado pela atenção, pelas conversas, pela companhia…
Travo guerra para manter a sanidade. Problemas (e quem não os têm?), brigas para abrir feridas, uma perda pra morte que não quero assistir, o corpo refletindo meu descaso com uma doença de caráter hereditário e um nódulo no seio esquerdo que completa três meses de aniversário (mal que persegue as mulheres de minha família há gerações, e do qual receio ser vítima…). O trabalho não vai bem, não vai nada bem.
** Fí, saudade, lembra de nossas noites de chuva?
Luto para salvar meu lirismo, resgato a poesia dos destroços…
***Tudo o que preciso é de um pouco de proteção, que não venha de mim.
**** Taty, a inspiração do termo veio de você.


Comentário por Nilton — 28 de novembro de 2006 (20:13)
Oi, bom dia!!!
Recebi todas as músicas e algumas já estão num cd. Brigadim pela atenção, vc é um amor.
Quanto à sua felicidade interna, tem razão, vc não precisa de ninguém para serti-la. Sobre o problema de saúde, cmo as outras mulheres da sua famÃlia se saÃram?
Beijo aliado