Coincidências…
20 de dezembro de 2006
Ironia das ironias…ontem a Deusa pregou uma peça em mim. Como escrevi no final do post anterior, eu tinha combinado de me encontrar com o Pietro depois que saísse do trabalho. Não sei por que diabos resolvi descer a pé (tenho mania de movimentar as pernas quando quero me encontrar, preciso sair do lugar pra encontrar meu lugar, quase nunca acho, e quem sofre sempre são os pés, que nunca são avisados que andarão por horas em um salto agulha…).
Cheguei sedenta pelo suco de abacaxi com hortelã, depois de 40 min. de caminhada, e perguntei à dona da livraria onde o Pietro estava, disse que na seção de discos de vinil (óbvio!), enquanto eu me dirigia pra lá, passo pelo corredor de literatura…
Os pés voltaram três passos e não segurei a risada, ele estava lá, procurando presentes, disse ele que era o meu, o mesmo que disse já ter comprado há dias, se nós combínassemos não teria dado tão certo…
E eu que firmei os pés na decisão de vê-lo apenas em fevereiro, quando as aulas começassem, e ainda assim, por que não tinha outra saída, fui pega de surpresa pelas circunstâncias, pega de tal modo que a raiva que senti dele na última vez que nos vimos deu lugar ao bom humor, não fui capaz nem mesmo de esconder o sorriso, a boca refletia a alma desarmada…
Enquanto a gente conversava, a dona da loja se lembrou de que o Pietro estava doente, e que não tinha ido trabalhar naquele dia. O suco de abacaxi virou cerveja, conversa e caminhada pelos becos de nossa cidade (não há como negar que ele sabe ser agradável em alguns momentos), de mãos dadas.
Não ficamos, apenas desfrutamos a companhia que o acaso nos proporcionou. Isso não muda em nada o rumo de minhas decisões ou das decisões dele, seguimos cada qual com a vida que lhe cabe, com o rumo que se deseja.
*Hoje, a manhã foi regada à conversa com o Nilton, pelo msn, e nós dois sempre descobrimos algo pra sermos parecidos…
Meu querido, gracias pela companhia (e por me mostrar que não estou sozinha nesse mundão…).
**A sobrinha do meu ex-namorado, de cinco anos, me ligou, pra dizer que está com saudade, eu ganhei ela de presente quando comecei a namorar o Giu, ela é orfã de pai e mãe, acabei criando laços de mãe e filha…
A pior coisa do fim do meu relacionamento foi ter me afastado dela pra poupar o Giuliano.
O que quer que tenha sido, tê-lo encontrado ontem me deixou com um leve sensação de impotência…
(Post escrito em 19/12, não publicado graças aos "serviços" do Terra)


Comentário por Aliadopoars — 20 de dezembro de 2006 (8:32)
Querida Glenda, a iluminação de sua presença na minha manhã foi o que alivou a opressão das ligações na minha cabeça. Embora não entendamos bem o que seja destino, de alguma maneira ele anda envolvido em nosso meio. Com alguns pontos percentuais para mais ou para menos. Mas quem vai querer saber disso?
Comentário por ubirajara — 20 de abril de 2007 (9:39)
muito bom,interessante