Céus e infernos entre 24 horas…
21 de dezembro de 2006
Sou mar de sensações, a noite de ontem foi céu e inferno, enquanto a vida corria neste universo, eu, a Fí e o Tigrão paramos o tempo. Não haviam horas, apenas o momento de estar. Estar ali. Estar presente.
Cheguei na casa da Fí e tomei banho, vesti um shortinho dela (que me deixou com pose de funkeira!!), e fomos os três para a pracinha, para deixar as respirações no mesmo ritmo. Feito isso, brigadeiro de panela, e massagem (Tigrão disse que casa comigo, se eu fizer massagem nele todos os dias…) rotativa.
O Tigrão é o único homem que me suportou até hoje, é meu relacionamento mais duradouro (sete anos), ele aguentou as três mulheres de nossa parte da família, está pra nascer alguém tão paciente, e que nos ame mais…
Eu de sutiã e short, minha irmã de pijama, nossos pés descalços e sorrisos largos, e uma felicidade que impregnou aquelas paredes de vida, e causaram inveja nos móveis.
O mundo era só aquele momento, e nada mais importava. Montamos a pizza, e claro que eu e o Tigre tínhamos que desordenar as coisas, PIMENTA!!!!!!!!!! E não é que a tal ficou boa (até animou mais a noite…), cerveja, animação (a Nilza e o Cláudio chegaram depois, com o baby, e não tem como ficar séria com essa mulher.), sai de lá quase uma da manhã, essa é uma de minhas melhores partes, a irmã e a amiga.
Ainda tive ânimo para desenterrar ossadas com minha mãe, mais brigas (o tal do clima natalino não faz diferença numa casa onde reinam a conveniência e a aparência…), resultado? Solidão e insônia, e paredes pra testemunhar…
Hoje levantei às cinco horas, por inquietação, e meti um Beatles no som pra fazer o sangue descongelar, alguém ouvindo Beatles às cinco deve, no mínimo, ser meio estranho.
De mais, o trabalho, alguns e-books que baixei (companhia de gente que nunca têm companhia: livros.), Tom Jobim e Bethânia, por que sou toda lírica e sofro de paixão crônica, a poesia de Nikesh Murali, que me auto-apresentei no dia de hoje, e um leve desconforto com gosto de abandono.
*O gosto amarga a poética deste pedaço de tempo, sigo entoando cantigas de roda com a solidão…
**Nilton, nós iremos rever nossos conceitos, meu querido?
***"Pernas que parecem exclamação". E sentimentos reduzidos à esporádicas conversas…
"Em mim entras
E me deixas
(…)
E agora como uma faca
Fatias meus fingimentos
E viajas às regiões exteriores
(…)"
Meu respirar, Murali


Comentário por Aliadopoars — 22 de dezembro de 2006 (8:36)
Quando velhos conceitos, os mesmos que nos auxiliaram em outras épocas, começam a nos prejudicar no presente, com a passagem do tempo, não resta dúvida de que devam ser repensados. Assim como o devem ser se em algum momento do futuro voltarem a nos prejudicar. Beijo aliado.
Comentário por Taty — 24 de dezembro de 2006 (15:30)
Oi glenda!!!
Passei para contar que mudei de endereço eletronico, não dáaaaa, desisti de brigar com o provedor terra.
Beijinhos te espero por lá.
http://tatyana.legal.zip.net