Entre meus rins…

As coisas continuam… e continuam sempre.

Quando ninguém me vê…

9 de fevereiro de 2007

Quando ninguém me vê…

 

Eu sou sem ser, me liberto dos grilhões, tiro a roupa do espírito, sinto o vento na pele. Eu choro cântaros, eu suavizo dores. Revejo cicatrizes. Me deixo estar sem maior pretensão. Às vezes preciso me abstrair de mim mesma. Às vezes preciso filtrar o meu melhor, separar o bom do mau, o humano do divino.

 

Quando ninguém me vê…

 

Me mato pra renascer. Sofro as dores do mundo, escolhida a dedo para carregar o sofrimento nas mãos. Sentir a dor é como diagnóstico de vida, é necessário como todo o alimento das células. Sinto Paixão, que me dá calafrios. Sinto febre. Sinto frio.

 

Quando ninguém me vê…

 

Tiro a máscara, grito por ajuda. Almadiçôo minha solidão. Peço perdão como pobre mortal, me resigno, admito minha covardia, meu medo que paralisa o sangue nas veias. Admito minha imperfeição, admito minhas faltas e falhas. Esqueço que preciso ser uma super-heroína.

 

Quando ninguém me vê…

 

Eu esqueço de mim, mergulho na leveza. Não há mais compromisso, já não preciso salvar o mundo. Não preciso defender valores, não preciso empunhar bandeiras, nem desembainhar espadas. Minhas mãos ficam livres, como se boiassem na água. Meu peito fica aberto, minhas feridas ficam expostas.

 

Quando ninguém me vê…

 

Posso sentir minha paranóia tranquilamente, não preciso esconder minha loucura, não preciso me bastar em mim. Expando minha matéria fragrante, sou perfume da mulher amada que se foi, mas esqueceu de levar consigo todas as impressões que causou. E ficou sendo só a lembrança velada.

 

Quando ninguém me vê…

 

Eu amo. Eu grito o amor. Eu extasio-me no amor. Eu amo tão sufocadamente que ardo. Eu me entrego no amor. Sou sacrifício para o amor. Eu me deito nas pedras. Sou presente, laço pedindo dedos para se desfazer. Minha alma é amor, meu corpo é amor.

Meus olhos, minhas mãos, minha boca, tudo em mim clama por ser amado!

 

Quando ninguém me vê…

 

Eu digo a verdade. Eu abro as cortinas. Eu danço sozinha para que o som me recorde teus passos. Eu me olho no espelho com seus olhos. Eu deixo o sol entrar no peito para aquecer minha tristeza. Eu amo em Intensidade, que não caberia jamais numa frase, nem em uma palavra qualquer.

Eu amo com a alma, o desejo, a ânsia. Amo com todo o calor, com mãos e pés.

 

 Quando ninguém me vê…

 

Eu vivo em crueza. Eu digo em sinceridade. Eu chamo um nome.

Eu me surpreendo pensando em você.

 

 

 *A inspiração veio de uma música, que uma amiga me mandou. A conheci há poucos dias, mas ela tem mudado o rumo de meus dias (Borboletas no estômago, Taty…)

"Não acenda as luzes, pois estou com a alma e o corpo nus"

**O que você vive quando ninguém te vê?

Arquivado em: Sem categoria I

2 Comentários »

  1. Comentário por Taty — 11 de fevereiro de 2007 (19:56)

    Como assim mocinha????? tá rolando?????

    ser feliz é uma busca diária!!!! com ou sem alguém, claro que quando podemos dividir tudo fica mais leve, doce e bonito!!!

    Boa sorte!

  2. Comentário por Aline... — 12 de fevereiro de 2007 (10:33)

    “O que você vive quando ninguém te vê?” Eu vivo um mundo sem inveja (pq parece q soh isso q as pessoas tem p vc qdo elas a veem…), um mundo sem mágoa, ninguém me fazendo sofrer…

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