Entre meus rins…

As coisas continuam… e continuam sempre.

Volta…

26 de fevereiro de 2007

Eis que a menina volta pra casa, cansada e com fome.

Turbilhão de coisas. A feiticeira mexendo o caldeirão com colher GIGANTESCA de pau. Começo a desconfiar das minhas verdades, caminho da filosofia enrustida em mim.

Dias confinada, dias ocupada, dias sem nada pra fazer, e por isso mesmo, mais ocupada ainda.

 

O começo…eu volto pro começo…Onde é mesmo que eu me abandonei sentada na estrada, porque eu nao era capaz de me acompanhar? Onde foi? Mexi e remexi, a moça está procurando maneiras de tornar a vida mais leve.

 

O coração vai aos trancos, e aos trancos se renova, se fecha, se cura, se abre, num ciclo de fases indispostas e sem tradução. Como a dona dele. Meu mundo fechado é tão grande, mas tão grande, que descobri: posso me perder nos seus limites, e no meu labirinto de Minotauro não há Ícaro que consiga fugir.

 

Estou meio entrevada ainda, preciso sacudir a poeira, coloquei na mesa as minhas cartas neste último fim de semana, é a minha última jogada, sei que já disse isso alguma vez, mas nunca tinha exposto assim a natureza de meu sentimento.

Minha guerra agora não é mais contra o fantasma dela. Minha guerra é contra "ele".

 

Talvez ninguém entenda o sentido disto tudo. "Você não pode ver os meus terríveis esforços, porque eles são apenas resultados". Talvez ninguém encontre razões. Mas eu as tenho. Eu sei quais são, deve bastar por enquanto.

Eu é que me banhei nas águas platinas. Eu lavei a alma e os meus séculos de solidão. Eu empunhei as minhas espadas e bandeiras por um amor.

 

Ainda que "ele" não acredite. Ainda que ninguém acredite. Pra mim a fé é um impulso que nada tem a ver com religião. Eu tenho fé em mim.Tenho fé no que sinto correr nas minhas veias.

 

Só quem sentiu, só quem carrega o veneno é que pode julgar o tamanho do estrago. Só quem sente na carne trêmula o ardor é capaz de dizer o tamanho do amor. Ponto.

 

Do amor e da guerra só sabem aqueles que os viveram. Da liberdade só sabem aqueles que a defenderam. Dos desejos só sabem os que os sentiram pulsar dentro de si. As mãos que destrançam os nós intrincados de minha vida são várias. E são nenhuma.

 

*Que eu saiba dar-me as boas vindas!

**Notícia ruim vem a galope…e eu ganho a certeza de que não sei, e nunca vou saber lidar com a morte. A morte é minha inimiga mais feroz.

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