Aprendiz…
9 de março de 2007
Sento-me na cadeirinha, pré-escola, pra aprender as coisas do mundo…
O amor e o desamor, o que me toca, o despropósito. A minha vontade de me pintar forte, a altivez, o medo do fracasso. O contato com o fracasso, joelhos ralados.
A leviandade de menina má. As minhas coisas, a minha tristeza arraigada, tão ansiada, beleza poética.
Ser feliz ou infeliz sempre me foi uma questão de dia e lua.
Eu sou um poço, profundo, envenenado. Veneno quente, cachaça pra acordar. A minha paixão desmedida. Amar, amar, amar! A que tantas me levou o amor, a que desvarios?
Minha febre, minha ânsia… Minha mania de profundidade, minha mania de intensidade. A minha sede de vida matou-me em desertos mil vezes!
Mil vezes morta!
Os cortes que me fiz para sentir a vida, a vida que escorria, que umedecia, que adubava. A vida sempre me custou tão caro! Sempre, aos pedaços, sempre ferida! O apreço, a falta dele, o apego…
A vontade, o desejo pulsante, a crueldade do meu mundo, tão vasto, tão sujo!
O amor, em caixinha porta-jóias, e a certeza dos pés cansados! Quisera eu o equilíbrio, a sensatez, mas minha covardia é maior do que a revolta que ecoa nas minhas paredes.
Eu sou suicídio!
*Rodin! Rodin! Traidor! O cinismo, o interesse. E a verdade que me estrangula. Eu interesso quando posso ser útil, jamais, jamais amada, jamais querida! Rodin! Teu egoísmo ferve minhas entranhas! Teu descaso inflama minha ira! E minhas vísceras o odeiam! Por certo não vai enlouquecer-me.

