Chovia nas ruas…
5 de abril de 2007
…Do meu coração.
Hoje eu vou costurando os fios pra remendar o estrago. Dói, dói. Mas reclamar não vai me fazer esquecer.
Ontem eu torcia pra que um daqueles carros que passavam em alta velocidade viesse pra cima de mim.
Caminhei a esmo. Chorei em ônibus. Sofri milênios de dores. Desfiz toda a matéria, e fui só solidão. Senti, senti. Senti o quanto a falta magoa.
Eu toquei minha harpa, sob os salgueiros.
Entoar meus cânticos é dolosoro.
Conversa com a irmã, banho de vida pra lavar a alma. Ela chorando dissabores amorosos, e eu falando de Darwin! Ela disse que vou acabar ficando louca…
Feriado?!?! A retirante cuida da casa, da mãe que está doente, e desmaiando, cuida da vida na faculdade, é Páscoa (dispenso o chocolate, ninguém gasta comigo nessa época…), descanso zero…
Melhor assim, sem tempo eu evito que a cabeça gire demais.
*Taty, tô melhor, minha amiga…
**O namorado tornando o dia mais leve, matando minha sede na própria boca.
Chovia nas ruas do meu coração, das feridas abertas tive a dor e o vermelho vivo, do agüaceiro a certeza de que não se foge das verdades assim, imune.
Da acidez da loucura ficou uns riscos, uma tristeza sem nome, e um medo do vazio…
"O que se vê é vero
o teu sabor eu quero
mas nem só beleza eu vi
Vi cidades degradadas
pessoas desamparadas
nas grades da solidão
Fogo nos campos nas matas
queima de arquivo nas praças
chovia nas ruas do meu coração
…
Vi cidades turbulentas
chacinas sanguinolentas
pensei que morava nas terras do mal
Choro dos filhos, maldades fora dos trilhos,
cidades
pensei que sonhava e era tudo real
…
Vi uma estrela luzindo a minha porta
bateu querendo me namorar
lua cheia clareava
imaginei que sonhava e era tudo real
Ninguém mais coça bicho de pé
nem ninguém caça mais arrastapé
viva é assim é o que é "
*Vero


Comentário por Valter — 10 de abril de 2007 (8:44)
“Eu toquei minha harpa, sob os salgueiros.”
Gostei muito desta construção póética.
Tomei a liberdade e estou mostrando a tua página aos meus alunos do HM.
Comentário por Leonardo Borges Daniel — 10 de abril de 2007 (8:44)
Muito forte e marcante, gostei muito, otimo escritora vc Glenda!
abraçus!
Comentário por leonardo — 10 de abril de 2007 (8:44)
Gostei do seu texto,percebi q neles exintem uma carga gramatica muito forte por issogostei de ler sua obra e retornarei sempre.
Comentário por Prisicla e Leselie — 10 de abril de 2007 (8:47)
Parabéns! Muito bom os seus poemas! São bem realistas e demonstram os sentimento da maioria dos jovens de hoje em dia!
Ps: Alunas do Colégio Estadual Hércules Maymone
Comentário por rhullielton — 10 de abril de 2007 (9:39)
excelentes os seus poemas…seus sentimentos são bem realistas!! Está de parabéns!!! Terá uma carreira brilhante pela frente, é só vc querer.
Comentário por joao paulo — 11 de abril de 2007 (9:38)
Falta de Ideias…como assim?!? Ficou muito bom com essas faltas de ideias imagine se tivesse uma ideia? seria mais que perfeito, você já é quase um escritor profissional. Parabéns….
Comentário por wilber — 11 de abril de 2007 (10:21)
ta lindo teu texto
bjs!!tchau
Comentário por joão — 11 de abril de 2007 (10:26)
muito bom!!!!!!!!vc tem futuro
Comentário por luis — 18 de abril de 2007 (9:14)
maninha,ta show,chega cedo em casa!!!