Entre meus rins…

As coisas continuam… e continuam sempre.

Simples assim…

11 de abril de 2007

De vestido preto e pés descalços. Com os cabelos brincando com o vento. Com os dedos brincando com o ar…
Simples como uma canção do Tom, como ler poesia e suspirar, como sorrir quando se está apaixonado. Eu tenho apego à simplicidade.

Dos meus muitos extremos já ganho brilho e emoções o suficiente. Tem certos dias em que a minha paz mora no abraço de alguém. No riso largado, dado com folga. Numa roda de conversa com as amigas. Tem certos dias em que eu choro só pela beleza de chorar.
Ah, tem certos dias…

Como criança assustada, eu vou abrindo as portas da casa que adentrei. Com ar de surpresa, tenho olhos vivos, que captam o som de espalmar de mãos. De vestido preto e unhas vermelhas eu vou empilhando minhas pecinhas Lego, pra construir um cotidiano mais suave.
Borboletas azuis brincando no jardim. Menina passeando as mãos nos cabelos do namorado.

Ontem, discussão acalorada do mulherio do 3° semestre de Letras sobre relacionamentos, ciúme, a mania que a gente adquire de moldar o outro, a ilusão de que, quando se ama alguém é porque esta pessoa nos completa (cara metade não existe!).
Engraçado como quase ninguém aceita que para um relacionamento é necessária a presença de duas pessoas, inteiras, completas, e não de duas metades. Se assim fosse, as colas instantâneas iam vender horrores!

Tão simples. Tão difícil. Fazer o quê?

 *Companhias sonoras do dia: O “Coisa com coisa”, do Pedro Miranda, o “Mind, body and Soul”, da Joss, o Kavita 1, da Mariana Aydar (indicação do namorado!), o “Automatic for the people” do R.E.M e o “Le Fil” da Camille (assim, sem sobrenome mesmo, Pietro!), uma francesinha arretada!

** Dissecando “O reino deste mundo”, depois de dias sem ler nem a Veja da semana. Um Flaubert me espera. Para o Borges eu abaixo as armas, por enquanto…

*** Uma coisa bonita? Não sou boa nisso, fica apenas a confissão de um sentimento que venceu o amor próprio, o medo, o desprezo e o descaso. Ficam as minhas impressões na sua pele, dos dias em que tua pele foi o meu mundo. Ficam meus beijos ansiosos. Fica todo um caminho em que silenciei a minha dor para carregar tua espada, e apoiar-te em meus ombros quando vacilavas. Ó Narciso, tu que te definhas, por amor à tua glória, dirige teus olhos à infeliz ninfa que nada pôde lhe responder, graças à fúria de Hera.
Eis aqui Eco, o rochedo em que podes apoiar teu passo. Meu amor é onde me resguardo.
Importa-me a tua paz mais do que a tua presença.

 

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1 Comentário »

  1. Comentário por Aline... — 13 de abril de 2007 (12:31)

    Simples assim é chegar naquela faculdade e dar de cara com o sorriso de janela (by Silvio), o abraço apertado, o beijo que se perde na bochecha… Simple assim é o carinho que tenho por ti, amiga… Te amo…

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