Lua minguante…
17 de maio de 2007
Das muitas e muitas voltas que meu pequeno mundo dá, algumas tonteiam minha cabeça…
Em busca de elos perdidos pra me encontrar. Há coisas que faziam parte de mim e que foram abandonadas. Há pessoas que eu costumava amar, e hoje quase não as valorizo. Tenho sido irresponsável, o Sagrado Feminino que habita em mim me cobra hoje minhas faltas. Tenho sido injusta, tenho me esquecido de mim.
Preciso recuperar certas coisas, antes que eu as perca de todo. Preciso me recuperar, antes que eu me dissolva inteira. Preciso encontrar as minhas peças, as peças próprias de mim, não posso mais me compor com peças alheias. Não serão naturezas diferentes que vão constituir a minha. Eu tenho que ser todo pra ser parte.
Eu costumava dançar. Eu cultuava a minha natureza. Eu sabia observar coisas não tão óbvias. Eu era mais rica em sentir. Eu era o sentir. Agora busco novamente o meu caldeirão fervente. Busco minhas ervas. Busco meus sabores, são tantos os ingredientes de minha infusão! São tantas as folhas que devem cair! São tantos labirintos aqui dentro!
Meus laços sagrados, quase esquecidos. Todos ainda vivos! Meus desejos guardados em caixa fechada, de madeira nobre. Meus pedidos de Eternidade, feitos em pápeis embebidos em mel. A verdade que fluía livremente de minha boca.
Hoje iniciei o meu ritual. É indispensável que uma morra pra outra renascer. Já escolhi quem morre. E ela mingua como a Lua, pra que a outra renasça inteira.
* Cortes serão necessários. E ninguém é seguro de mim.
** Ame-se, e será amado. Clichê, mas real. Apaixone-se por você, e o mundo também ficará apaixonado.
*** Pra agradecer à Deusa que habita a minha existência, “Amas Veritas”.
**** “Há só essa Lua”. Há muito mais.



Comentário por Aliadopoars — 18 de maio de 2007 (7:03)
Oiê, me assustei quando li aquele “volto mais não, gente”, e vc passou alguns dias sem escrever, mas kibon que era alarme falso.