EgoÃsmo…
24 de setembro de 2007
Sou tão egoísta…
Não me acreditem quando eu tentar parecer mediana, generosa, solícita. Eu minto. Não acreditem nunca em mim. Eu não acredito nas minhas boas maneiras.
Acho que sou a pessoa mais egoísta que conheço. Eu firo. Eu quebro. Eu desencanto. Pequenos cacos de desprazeres regados à palavras sujas.
Sentada em casa, com o cachorro dormindo nos meus pés, eu quero muito ser uma pessoa melhor. Eu queria saber fazer um ovo frito. Eu gostaria de ficar quieta, quando esse quieto é necessário. Eu gostaria de ter a capacidade da doçura de algumas pessoas. Eu queria tanto ser mais simples, e poder deitar as dores no tapete do quarto…
Pra entrar em acordo comigo eu engano. Ataco antes que o outro assopre. Sentada em casa, matando certas saudades gigantescas, eu me pergunto quais serão realmente as verdades em que acredito, porque já faz muito tempo desde que perdi as certezas. Quais serão as coisas que realmente me tocam?
Qual será a verdadeira grandeza do homem que deita em meu colo, guardando silêncios? Talvez maior do que a minha delicadeza. Talvez seu silêncio seja mais significativos do que meus gritos ensurdecedores.
Quando menina, aprendi que a revolta era o que me mantinha viva. Quando mãos imundas vinham até mim nas escuras noites, era toda essa agressividade que me fazia levantar na manhã seguinte. Era essa fúria desmedida, que não aprendi a controlar, que me fazia pisar os pés no chão e fingir indiferença…
Eu não aprendi a ser livre. Vivo por teimosia…


Comentário por Sol — 26 de setembro de 2007 (10:23)
“E eu o amo de maneira tão leve que à s vezes nem sei se é amor ou se é um sopro de vida que eu roubei da boca dele”.
Peço desculpas se invado mundo tão sutil e belo. Temos amigos em comum e descobri um mundo de ternura e perspicácia, aqui. Não diria que escreves bem melhor do que “sentes” bem. E, sentir na pele as sensações, é como filtrar por todos os poros, o doce e o sal de desejar um bem-viver. Abraços de luz, Sol:]