Torres de Marfim…
31 de outubro de 2007
Aqui queda todo lo que fui
Aqui empieza todo lo que soy
Cuentame como era yo
que yo ya no recuerdo
Aqui es lo unico que tengo
y lo unico que quiero
ve aquel lugar de donde vengo
yo ya no, ya no recuerdo
y lo que venga despues
asi sera y no le temo
y lo que quedes
sera siempre más
No me falta nada más
y nada me va sobrar no
me va sobrar no
Esta aqui lo unico que tengo
y es todo lo que quiero
Es todo lo que quiero
Aqui queda lo que fui
Aqui empieza lo que soy
lo que soy
Dime como era yo
que yo ya no recuerdo
ya no recuerdo
No me falta nada más
y nada me va sobrar no
(Lo Que Vengas Después, Julieta Venegas)
Desmoronando… Caindo em pedaços de culpas e solidão. Enclausarada em silêncios forçados e torres de marfim construídas em mesas de bares. Perdendo o meu fio, perdendo-me no labirinto.
Já não faço parte do que fui, nem lembro o que fui. Fui algo sem nome, pra hoje ser algo sem forma, transparente, algo que atravessa os séculos e os sofrimentos, e permanece.
Contra a vontade, mas permanece. Tentei por vezes achar o caminho menos dolorido, e me perdi. Sinto todas as dores, e me calo. Acalento tristezas alheias, para cultivar em silêncio as minhas.
Não acredito em justiça.
Carregando nos ombros todo o peso de mil anos de dores familiares, o peso de nós presos nas gargantas de minha família. Sem saída, sem ânimo, sem cores…
Me perco em minhas torres, onde todos encarceram minha vida, cercando por todos os lados a minha frágil natureza. Ferindo de morte minha carne em cada dia que amanhece.
Agora ainda mais triste e sozinha. Agora SOZINHA. Agora você vê, agora não vê…



Comentário por Aline — 31 de outubro de 2007 (11:20)
Me sinto tão insignificante quando você fala que está sozinha… Amorzinho você nunca estará sozinha enquanto eu estiver viva… Você pode ficar triste, é todo direito seu, mas sozinha - JAMAIS!!!!
S2