Confissão…
28 de dezembro de 2007
Me botando quase louca, depois do presente de natal. Descobrindo que, justamente quando eu pensei estar no caminho certo, eu estava fazendo tudo errado. Apertar o piloto automático só fazia de mim algo ainda mais humano, mais vulnerável, mais vivo.
E muitas vezes, isso era o contrário do que eu precisava.
Em alguns momentos a vida resolve cobrar o que ela te deu de bom, a minha particularmente não fez muito. Descobri que às vezes sou egoísta demais, sem que isso seja ruim, ou boa demais, e acreditem, isso é ruim, na maioria das vezes.
Hoje eu só precisava respirar, e saber que o que fiz pelas pessoas foi o melhor que podia ter feita, pra que eu pare de me cobrar tanto. Não sou a mãe do mundo, e em alguns dias, preciso tanto de cuidado, igual a qualquer um.
No ano que passa eu me abandonei, abandonei isso aqui, abandonei muitos planos do ano passado, jurei não mais dizer “eu te amo”, e, ao ganhar o jogo do frango(?????), só desejei que a gente ficasse bem. Fui cruel com minha irmã, porque ela precisava disso, cortei certos laços que me faziam mal, e que maltratavam outros; fui delicadamente sumindo atrás da cortina – Essa vida não precisa de mim.
Uma dose de cinismo, e dois cubos de gelo. Ainda tenho muito de mim, embora nem sempre me lembre disso, ainda consigo achar patético algo que é patético, ainda não me sinto tocada por sentimentalismo barato, ainda não acho, e acho isso muito bom, que amores durem para sempre.
E, sinceramente, ainda prefiro estar sozinha a ter uma marionete sorridente e sem sal ao meu lado (não, não de trata de namorados, trata-se principalmente de amigos).
As pessoas costumam fazer planos para o ano que começa. Eu não. Carrego apenas a certeza de que isto não vai parar, a menos que alguém o faça, e se tiver de ser eu, que seja, tanto faz. Espero que o fracasso tenha cores mais quentes.
Do ano que acaba agradeço aos que ficaram, e acreditem, foram poucos. A gente sobrevive.
Minha lista de nomes agora está menor, graças a uma faxina silenciosa e seletiva, vão-se aqueles que muito pouco serviram, ou que não souberam agradecer; de peso já tenho os meus, e me bastam.
Feliz? Talvez. Na expectativa de que os próximos dias sejam doces, e vivos. E não só pra mim.


