Entre meus rins…

As coisas continuam… e continuam sempre.

14 de janeiro de 2008

Qual é o exato tamanho da minha estupidez? Talvez menor que o de minha crueldade. Sei apenas que não consigo considerar isso bom o suficiente. Falta de jeito.
Considerando os últimos seis meses, eu poderia comemorar, agradecer, ou sentar numa pedra e chorar – ainda não decidi- estou bem, mas há sempre alguma coisa que incomoda.

Mania de humanidade… Se pesasse meus crimes, garanto que Hércules não teria feito trabalho algum, a contar minha expiação. Todos temos crimes, todos temos medos, o problema é confrontá-los regularmente. E por mais que a gente diga que não, no fundo a gente precisa tê-los sempre por perto.

Eu faço. Todos fazem. Talvez buscando conforto, talvez como prova, talvez por falta de opção.

“Espere um minuto. Eu usei cores excessivamente vivas para pintar meus dias. Não há nada de estranho, não há nada pra mudar. Apenas não acho necessário provar minha necessidade. A espera humana não é amor. Não existe nada pra curar. Cantei seus nomes por três vezes na chuva. Eu fiz isso. Eu realmente fiz isso. Quando chegarem, isto tudo vai estar limpo. Eu não posso mudar”.

* Não vou me forçar a arrumar a cena… 

Arquivado em: Sem categoria I

1 Comentário »

  1. Comentário por Valter — 24 de março de 2008 (2:42)

    “Qual é o exato tamanho da minha estupidez?”
    engraçado… gostei da reflexão… é engraçado como as vezes não nos damos conta do quanto somos estupidos … ou pior ainda cruéis… e as vezes tão cruéis com a gente mesmo…
    bjs
    adoro o q vc escreve..

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