Entre meus rins…

As coisas continuam… e continuam sempre.

Silêncio… mudo… calado!!!

18 de novembro de 2007

(…)Enquanto a vida vai e vem, você procura achar
alguém, que um dia possa lhe dizer: quero ficar
só com você (…)

Nada mais natural e desejável que a sinceridade. Mas é certo, às vezes, nada é mais cruel que ela.
Quando você pára pra analisar, e vê que quase todo o seu esforço foi nulo, o mais correto é mudar as cartas dispostas na mesa?

Das coisas que carrego, a mais impregnada de verdade é o meu silêncio. Enquanto alguns, com a resposta dada, quebram coisas, eu recolho meus cacos de vidro no estômago, e finjo que nada aconteceu.
Não é que eu tenha vocação para samaritana, é só uma falta de jeito com as palavras, é um deslocamento entre a realidade e meu abismo de coisas reais que não devem ser ditas.

Ser uma boa garota nunca é bom. Ser uma garota má incapaz de gritar dores é pior ainda, porque você sofre, você sente horrores, você quebra por dentro, em mil estilhaços, mas o seu rosto é sempre imparcial, e ninguém nota que está machucando você.

Pessoas assim criam mecanismos para driblar a dor, e alguns chegam mesmo a acreditar que tudo bem. Ainda não criei o meu, e sinto. Sinto muito a falta de jeito, mas não peço desculpas. No meu fingir vicioso só aprendi a defender  imagens.

Acho que, algumas vezes, eu rezaria por mais mentiras. Claro que não quero isso, mas é tão menos dolorido… O que queria de verdade é um pouco de calma. Sei que não devia cobrar. Peco. E cobro. Sei que não devia fazer um monte de coisas. Peco. E faço.

* Queria coragem pra dizer não algumas vezes, pra um milhão de pessoas.
** Jurássicooooooo Tom Petty & Heartbreakers. É, eu gosto, e daí????
*** Lutando pra evitar o fim que ´ninguém vê… Me dêem um tempo!!!

 

Êeee saudade, viu????

Não me deixe…só

9 de novembro de 2007

Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz

Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz

Não me deixe só
Tenho desejos maiores
Eu quero beijos intermináveis
Até que os olhos mudem de cor

Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz

Não me deixe só
Que o meu destino é raro
Eu não preciso que seja caro
Quero gosto sincero do amor

Fique mais, que eu gostei de ter você
Não vou mais querer ninguém
Agora que sei quem me faz bem

Não me deixe só
Que eu saio na capoeira
Sou perigosa, sou macumbeira
Eu sou de paz, eu sou do bem mas

Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz

Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz

Fique mais, que eu gostei de ter você
Não vou mais querer ninguém
Agora que sei quem me faz bem

Não me deixe só
Que eu saio na capoeira
Sou perigosa, sou macumbeira
Eu sou de paz, eu sou do bem mas

Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
 
                                                                  (Não me deixe só, Vanessa da Mata)

 

*Passada a guerra, ficam os corpos. Bem mais leve… bem mais.

** Saudades imensas da cadela mais linda do mundo…

 

*** Não me deixe só, que eu saio na capoeira, sou perigosa, sou macumbeira… sou deus de sacrifício!

Faltas…

7 de novembro de 2007

You’ ve got her in your pocket
and theres no way out now
put it in the safe and lock it
cause its home sweet home

Nobody ever told you that it was the wrong way
to trick a woman, make her feel she did it her way
and you’ ll be there if she ever feels blue
and you’ll be there when she finds someone new
what to do
well you know

You keep her in your pocket
where theres no way out now
put it in the safe and lock it
cause its home sweet home

The smile on your face made her think
she had the right one
then she thought she was sure
by the way you two could have fun

But now she might leave
like shes threatened before
grab hold of her fast
before her feet leave the floor
and she’s out the door
cause you want

To keep her in your pocket
where theres no way out now
put it in the safe and lock it
cause its home sweet home

And in your own mind
you know you’ re lucky just to know her
and in the beginning all you wanted
was to show her
but now you’re scared

You think shes running away
you search in your hand for something clever to say
don’t go away
’cause I want 
To keep you in my pocket

                                                  (You’ ve Got Her in Your Pocket, White Stripes)

* Em alguns dias você é o céu, em outros é o dedo em riste de satanás! Em alguns dias você é educada, é solícita, em outros lhe falta senso de humor… Das coisas que me faltam bem sei eu, e como são tantas! Falta uma família, falta dinheiro, falta aquele cd da Julieta Venegas que não tem no Brasil, falta tempo, falta carinho, e falta suprir a necessidade absurda de carinho, falta um ano de faculdade, falta delicadeza.
Tenho realmente muitas faltas, não preciso de alguém para apontá-las.

** Não estou aqui para ser guardada.

 

Estágio de Observação…

4 de novembro de 2007

IMPRESSÕES GERAIS
Estágio Supervisionado – Observação

  Durante a observação das aulas na Escola Estadual Hércules Maymone ficou claro o descaso, por parte de todos, com estes estudantes. O número de alunos em cada sala é muito baixo, prova da evasão escolar, prova do desinteresse dos pais, prova da falta de qualidade de ensino em uma escola considerada modelo em todo o estado.

  O diretor do colégio quase nunca é visto pelos alunos, chegando mesmo a ser motivo de chacota entre eles. Quando se encontra na escola, tudo o que ele faz é repreender os alunos. Os professores faltam sem justificativa, os coordenadores tiram licenças de um dia para o outro, não há pessoas suficientes para cuidar dos alunos. A falta de estrutura da escola é uma coisa alarmante.

  Não há motivação para que eles estudem, nenhum tipo de atrativo é utilizado. Aulas monótonas, longas, cansativas! A professora de Língua Portuguesa tem dificuldades titânicas em controlar os alunos, em desvincular-se do livro didático e em utilizar métodos que tornem sua aula mais atrativa.

  A leitura não é incentivada, nas aulas de português o máximo que os alunos lêem são os enunciados das questões, e alguns poucos que fazem as atividades, suas respostas para cada exercício. É absurda a quantidade ínfima dos alunos do nono ano, do turno vespertino desta escola, que não se embaraçam na pronúncia e que não pecam quanto à pontuação.

  A maioria dos estudantes é de classe baixa; chegam à escola com fome; como não uma base familiar sólida, que lhe ensine valores e o quanto o estudo é importante, vem com intenção de brincar e de encontrar os amigos, e apenas isso. São mal-educados, gritam com a professora, fazem o que querem, não obedecem ordens, não fazem as atividades, alguns chegam até mesmo a se recusar a ler.

  Brigas e ofensas são comuns. Até mesmo a professora é ofendida. Muitos alunos não chegam sequer a copiar as respostas que são postas no quadro. A professora entra e sai da sala, e nada muda nos alunos. Educação crítica, aqui, é apenas um termo bonito, adotado pelo livro didático, que os alunos desconhecem.

   Educação crítica e formadora aqui é utopia.

  Quanto às aulas do sexto semestre do curso de Letras, só posso observar que saem desta Universidade professores sem base, sem visão crítica, sem ética. Talvez seja essa a razão de alunos como os de hoje, desinteressados e descrentes.

  Em um dos recentes trabalhos propostos ao quarto semestre aprendemos que o erro do aluno é também uma etapa no processo de ensino-aprendizagem, e que jamais um professor deve constranger o aluno diante do restante da sala, pois, é claro para todos nós, a possibilidade de traumatizar a criança é enorme; o que dizer então da professora que, após a apresentação de um dos grupos, lhes chamou a atenção, como se estivessem no sexto ano, na frente dos colegas de classe e dos seus calouros? Que tipo de constrangimento ela não causou aos alunos, na frente de todos, ao utilizar aquela maneira para abordar os erros da apresentação, que, sabemos todos, deviam ter sido abordados posteriormente, entre ela e os integrantes do grupo, ou, ao menos, de maneira mais sutil?

  Além disso, o que considerar da apresentação do grupo 07, na qual uma briga digna de alunos de quinta série não foi controlada nem pelos alunos que estavam apresentando, nem pela professora? Briga essa que originou brigas ainda maiores mais tarde, chegando até mesmo a ofensas pesadas entre os futuros formadores da educação neste país.

  Salvo duas ou três apresentações, o que a maioria fez foi tentar ludibriar os seus alunos de sétimo ano – quarto semestre, dando uma prova do tipo de educadores que estão saindo para as salas de aulas. Educadores que não têm ética entre si, quanto mais aos alunos, orientados por pessoas que agem de maneira contrária ao que pregam, que tentam enganar os alunos com imagens e palavras bonitinhas, desconsiderando a realidade das crianças e da educação neste país. 

  Aqui também formação crítica é utopia.

* Este é o relatório que vou entregar à professora que orienta o meu estágio de Língua Portuguesa, a mesma que fez o papelão que contei acima. Este é o relatório que talvez diminua bastante minha média final, e minha já baixa popularidade com ela.

** Sobre a escola? Estudei lá os meus três anos de ensino médio, no turno matutino, e tive lá os melhores professores de minha vida, inclusive um, em especial, que acreditou no meu parco potencial, não só no meu, mas no de muitos alunos. Lá existem professores incríveis, sim, mas estão tão raros…
Saudades do Valter e da Irene… 

*** Quase desistindo dessa loucura maravilhosa que é ser professor, e de Literatura!

Torres de Marfim…

31 de outubro de 2007

Aqui queda todo lo que fui
Aqui empieza todo lo que soy
Cuentame como era yo
que yo ya no recuerdo

Aqui es lo unico que tengo
y lo unico que quiero
ve aquel lugar de donde vengo
yo ya no, ya no recuerdo

y lo que venga despues
asi sera y no le temo
y lo que quedes
sera siempre más

No me falta nada más
y nada me va sobrar no
me va sobrar no

Esta aqui lo unico que tengo
y es todo lo que quiero
Es todo lo que quiero

Aqui queda lo que fui
Aqui empieza lo que soy
lo que soy

Dime como era yo
que yo ya no recuerdo
ya no recuerdo

No me falta nada más
y nada me va sobrar no

                                                     (Lo Que Vengas Después, Julieta Venegas)

Desmoronando… Caindo em pedaços de culpas e solidão. Enclausarada em silêncios forçados e torres de marfim construídas em mesas de bares. Perdendo o meu fio, perdendo-me no labirinto.
Já não faço parte do que fui, nem lembro o que fui. Fui algo sem nome, pra hoje ser algo sem forma, transparente, algo que atravessa os séculos e os sofrimentos, e permanece.

Contra a vontade, mas permanece. Tentei por vezes achar o caminho menos dolorido, e me perdi. Sinto todas as dores, e me calo. Acalento tristezas alheias, para cultivar em silêncio as minhas.
Não acredito em justiça.

Carregando nos ombros  todo o peso de mil anos de dores familiares, o peso de nós presos nas gargantas de minha família. Sem saída, sem ânimo, sem cores…

Me perco em minhas torres, onde todos encarceram minha vida, cercando por todos os lados a minha frágil natureza. Ferindo de morte minha carne em cada dia que amanhece.

Agora ainda mais triste e sozinha. Agora SOZINHA. Agora você vê, agora não vê…

 

21 de Outubro…

22 de outubro de 2007

Bebo o seu sono
E entre soluços e gemidos
Morro.

Bebe o meu sono
E na minha morte vagueia
Vai tristemente roçando minhas coxas.

Bebe minha morte
Estamos sós
Toda felicidade me assusta.

Bebe minha vida
Através de minhas pernas, de minha boca
Há só a chuva lá fora

Há muito mais…

* Tão bem que sinto medo. Ainda tremo diante da figura dela. Minha ferida ainda em carne viva, insegura; Estou mais nua do que antes.

Nostalgia…

4 de outubro de 2007

Sensação imóvel de solidão. Vontade titânica de ficar quieta, jogada num canto. Tem dias em que eu acho que não devia abrir a boca. Melhor bancar a autosuficiente, e não demonstrar fraqueza.

Eu sinto tudo. Eu degusto tudo… Fica tudo na garganta. Pra quê mesmo se precisa de alguém?

* * * * *

Acorda, menina… Pegue o seu ônibus, entre tropeços e atrasos. Trabalhe e esqueça o mundo olhando a tela do computador, enumerando desejos e cenas. Pegue seu ônibus, entre cansaços seus e cansaços alheios… Pegue outro ônibus, e mais outro. Chegue em casa e seja recebida pelo cachorro. Sinta fome… Estrague o omelete… Procure receitas de como fritar batatas na internet. Prometa fazer as unhas. Sinta um pouco de saudade. Sinta-se só… Frite as batatas. Fale sozinha. Dance sozinha. Cante sozinha. Abrace o cachorro no sofá. Chore… Está atrasada de novo. Tome banho. Pegue o ônibus, pegue outro, e mais outro. Peça carinho com os olhos. Não receba. Peça um pouco mais de beleza na vida. Sinta-se só. Disfarce. Sinta MUITA saudade. Chore por dentro. Tente estudar. Pegue o ônibus, e outro, e mais outro… Chegue em casa. Coma pizza. Chore por dentro. Peça carinho e não receba. Finja indiferença.
Feche os olhos. Dorme, menina…

* * * * *

* We’re all in the dance… eu gosto mesmo de sofrer…

A noite…

3 de outubro de 2007

A noite tinha cheiro de damas da noite…

Entregue à febre. Presente. Carne trêmula. Vinho. O que transcende. Carne trêmula. Febre. Carne nua.

Paris, Je T’ Aime. Beleza. Ainda viva. Febre. Carne nua.

Revoltas. Febre. Dança de pernas. Viva, carne trêmula. Presente, carne nua.

A noite tinha cheiro de damas da noite…

 

Egoísmo…

24 de setembro de 2007

Sou tão egoísta…

Não me acreditem quando eu tentar parecer mediana, generosa, solícita. Eu minto. Não acreditem nunca em mim. Eu não acredito nas minhas boas maneiras.

Acho que sou a pessoa mais egoísta que conheço. Eu firo. Eu quebro. Eu desencanto. Pequenos cacos de desprazeres regados à palavras sujas.

Sentada em casa, com o cachorro dormindo nos meus pés, eu quero muito ser uma pessoa melhor. Eu queria saber fazer um ovo frito. Eu gostaria de ficar quieta, quando esse quieto é necessário. Eu gostaria de ter a capacidade da doçura de algumas pessoas. Eu queria tanto ser mais simples, e poder deitar as dores no tapete do quarto…

Pra entrar em acordo comigo eu engano. Ataco antes que o outro assopre. Sentada em casa, matando certas saudades gigantescas, eu me pergunto quais serão realmente as verdades em que acredito, porque já faz muito tempo desde que perdi as certezas. Quais serão as coisas que realmente me tocam?

Qual será a verdadeira grandeza do homem que deita em meu colo, guardando silêncios? Talvez maior do que a minha delicadeza. Talvez seu silêncio seja mais significativos do que meus gritos ensurdecedores.

Quando menina, aprendi que a revolta era o que me mantinha viva. Quando mãos imundas vinham até mim nas escuras noites, era toda essa agressividade que me fazia levantar na manhã seguinte. Era essa fúria desmedida, que não aprendi a controlar, que me fazia pisar os pés no chão e fingir indiferença…

Eu não aprendi a ser livre. Vivo por teimosia…

Capitu…

De um lado vem você com seu jeitinho
Hábil, hábil, hábil
E pronto! Me conquista com seu dom

De outro esse seu site petulante
WWW Ponto Poderosa ponto com
É esse o seu modo de ser ambíguo
Sábio, sábio
E todo encanto Canto, canto
Raposa e sereia da terra e do mar
Na tela e no ar
Você é virtualmente amada amante
Você real é ainda mais tocante
Não há quem não se encante

Um método de agir que é tão astuto
Com jeitinho alcança tudo, tudo, tudo
É só se entregar, é não resistir, é capitular
Capitu

A ressaca dos mares
A sereia do sul
Captando os olhares
Nosso totem tabu
A mulher em milhares
Capitu

No site o seu poder provoca o ócio ócio
Um passo para o vício, o vício
É só navegar, é só te seguir, e então naufragar
Capitu

Feminino com arte
A traição atraente
Um capítulo à parte
Quase vírus ardente
Imperando no site
Capitu

*Pq eu amooooooo a voz da Ná, e pq eu amo essa música, e pq não tem outra que melhor me traduza…

**Pq certas coisas não devem ser ditas…

***Pq eu acho que voltei…

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